
Era dessas meninas que andam pela vida como quem espalha sementes de amor, de gentileza, de sonhos. Por onde passava, deixava marcas invisíveis, mas sentidas: um sorriso que acalmava, uma palavra que animava, um gesto simples que mudava o dia de alguém.
E no entanto, o retorno quase nunca vinha. O amor que ela oferecia parecia dissolver-se no ar, sem eco, sem reciprocidade. Ainda assim, seguia firme em sua esperança de que o mundo pudesse ser mais leve e mais bonito.
Mas um dia, a tempestade veio.
Não era só de vento e chuva: era a tempestade da vida, dessas que arrastam certezas, que desmancham caminhos, que obrigam a parar. Em meio ao caos, Ela percebeu que precisava mais do que dar: precisava também se encontrar.
Decidiu …
Era hora de reorganizar os passos, redesenhar o mapa, refazer-se. O recomeço não viria pronto, ela sabia. Seria lento, talvez dolorido mas seria dela.
E naquele instante, com os pés firmes apesar da ventania, não pediu pouco. Queria o mundo.
Não menos do que isso.